Sexta-feira, 20 de Junho de 2008

Folha vazia!!!

 

És folha rasgada!

Folha da página vazia

Maltratada, pelo tempo…

Sem vida, sem registo

Abandonada!

Amparada num gélido vento

Folha sem história

Amarrotada na amargura, no lamento

Sem uma linha

Folha virada…revirada

Talvez, folha…minha?

Folha da página vazia

Sem glória…sem memória

Folha de tons amarelados…fria!

Folha de duas faces…contraditória

Incapaz de se reconhecer

Vagueias no vento

Na procura do envelhecer

Para amanhã

Numa lágrima de chuva… morrer

 

publicado por wings às 01:29
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De iohannobosko gamalielo kokido a 26 de Julho de 2008 às 01:38
prezado amigo,
certa um amigo, escreveu versos mondrianos em uma série de papéis jornal; eram linhas verticais e horizontais que se encontravam e distanciavam, haviam cores diversas.Naquelas folhas retratavam a intenção uterina.
O seu poema me fez lembrar a vida numa folha que se despregou e o vento traçou o destino em palavras.
Talvez seja uma interpretação do efêmero ou uma paródia da nossa existência.
Observe a folha da amendoeira, o verde perde o viço e dá lugar aos tons vermelhos e depois...
depois o tempo nos ensina a conviver com as nossas fragilidades.
Bonan Sorton
iohannobosko
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